Bruna Surfistinha

Acho que não tem brasileiro que, no momento, não conheça Bruna Surfistinha, certo? O que é estranho, visto que há tantas coisas mais importantes que muitos não têm IDEIA. Mesmo assim, acho que é válido fazer uma mini-resenha do filme e contar um pouco da história dessa ex-garota de programa, que está na boca do povo.

A tal Raquel desistiu da vida de garota rica incompreendida e rebelde para engressar na prostituição. Primeiro a de “maloca”, num ambiente feio dividido por garotas-de-programa que já passaram um pouco do ponto. Depois, virando a  “prostituta de luxo”, morando em um flat e cobrando caro por seus programas. Bruna (nome artístico) cria um blog, faz sucesso, entra no mundo das drogas, consegue sair dele, passa por crises de consciência, até chegar ao ponto desejado: uma nova vida. Ahh, ela escreve também “O doce veneno do escorpião”, aquele livrinho com a capa preta que fez muuito sucesso aqui no Brasil, lembram? Lá ela conta suas atividades como uma famosa e atarefada garota-de-programa, que sai com caras de todos os tipos: lindos, horríveis, jovens, velhos, ricos, pobres..

Sabe, acho que eu gostei do filme. Achei bem estruturado, um bom papel da Déborah Secco e dos outros atores, bem pouco pudor (óbvio), roteiro interessante.. Claro, nem tudo são flores. Há críticas a serem feitas. Primeiro, o fim do longa: detesssto aqueles finais em que sai a imagem e aparece aquelas frases dizendo o que aconteceu com os personagens. Segundo, a classificação indicativa. Não entendi como quando vem um filme de super-herói um pouco mais violento a classificação é 18 anos e, nesse filme, que tem muuuitas cenas de sexo (beirando o explícito), a censura é 16. Sei lá, sei que devem ter lucrado bem mais assim, mas de qualquer forma, achei estranho.

Em suma, o filme é legal, valeu a pena ver, mas não sei se corresponde a sua fama. Digamos que, se não tivessem cenas de sexo, acho que não teria feito sucesso. Ou melhor, acho que nem teria filme O.o

Obs: sabe, eu não sou fã da palavra “puta”, acho-a bem vulgar, mas para simplificar (e esbravejar um pouco, pois o dia foi meio irritante) vamos usá-la. O que afinal a mulher moderna acha de uma “puta”? Tipo, a emancipação feminina está aí, pregando total liberdade à mulher, especialmente liberdade sexual. Mas convenhamos.. Sou só eu ou mais alguém ainda acha um tanto degradante a ideia da prostituição? Sei que é uma profissão, como qualquer outra. Vai dizer, é apenas uma troca de poderes, sexo e dinheiro, eu sei. Mas não parece um pouco… Baixo? Talvez esteja sendo preconceituosa, o que vocês acham do assunto?

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4 comentários sobre “Bruna Surfistinha

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