Como à noite as coisas ficam mais assustadoras

Essa noite foi muito estranha, muito estranha mesmo. Eu tive uma experiência muito traumática quanto aos meus sonhos (e ao escuro). Começando que eu fui deitar morrendo de medo. Por quê? Não sei ao certo, só sei que eu estava vendo sombras na parede, escutando ruídos pela casa, achando que o meu casaco preto (que estava jogando num canto) era a guria do Chamado e jurando que, caso eu fechasse os olhos e os abrisse rapidamente, veria a guria do Exorcista (meu pior pesadelo) bem na minha frente. Bom, depois de muito apertar o Mogly, tremer e suar frio, consegui pegar no sono. Bah, sabem o que eu sonhei? No meu sonho era o primeiro dia de aula da UFRGS. Eu não tinha meu material escolar, o que já me deixou pra lá de apreensiva (eu sou muito louca com esse negócio de não ter o material que eu preciso – um dia conto sobre a guria que, na quarta série, me traumatizou dizendo que eu ia pra aula despreparada). Eu tive duas aulas no meu sonho: na primeira tivemos um teste-surpresa sobre curiosidade históricas sobre a máfia (O.o), e eu errei tudo praticamente; na segunda aula nós olhamos “Romeu e Julieta”, mas o meu lugar era horrível, e eu não conseguia ver as legendas. Quando as aulas acabaram uma pessoa começou a brigar comigo e eu saí correndo. Daí chegou a hora de pegar o ônibus que me levaria até o trem. Aí entrou o problema: não tinha nenhum ônibus naquele lugar, nenhum, não passava nada, e eu não sabia ir a pé até o trem. O dia começou a ir embora e o Sol do meu sonho (que era uma espécie de Sol dos Teletubbies, ou seja, era um rosto humano) começou a rir de mim, a gargalhar do meu pavor. O detalhe, porém, é que o meu Sol não era um bebê, como no desenho, mas um cara louco que ria e ria e ria e ria… Foi horrível, e meu sonho terminou comigo indo pedir ajuda à polícia, que disse que eu não estava preparada para andar por aí sozinha. E daí eu me vi perfeitamente, e eu era uma criancinha. Sim, eu sei, um psicólogo falaria horas e horas sobre isso ¬¬ Bom, pra resumir, eu acordei às 5 da manhã, morrendo de medo. Eu tive que ligar a luz, como uma criança, e voltar a dormir, no claro, agarrada ao Mogly. Tem algo mais deprimente do que isso? Tem sim. Deprimente foi durante o dia, e até mesmo agora, falar e escrever sobre isso e ver o quanto é ridículo ficar com medo de monstros e ônibus. Não, há coisas mais deprimentes ainda. Sabem o que? Saber que, provavelmente, hoje à noite eu vou sentir medo de novo. Por que a noite tem esse poder? COMO À NOITE AS COISAS FICAM MAIS ASSUSTADORAS

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3 comentários sobre “Como à noite as coisas ficam mais assustadoras

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