Mocinhas idiotas

No último ano eu venho lendo muito romances atuais, desses que ou seguem a linha Young Adult ou são eróticos e meio previsíveis. Não sei porque ando tão viciada nisso, mas lançamento atrás de lançamento vem me perseguindo com uma força arrebatadora. É a saga do Tigre, a trilogia de 50 Tons de Cinza, Belo Desastre, Toda Sua e lá vai pedrada. A bola da vez é “O Inferno de Gabriel”, de Sylvain Reynard (mais um primeiro volume de uma série). Namorei o livro muuito tempo. Fiquei quase dois meses indo todo dia na Livraria Cultural e folhando ele. A mulher de lá já tava começando a me olhar com uma cara estranha, por isso, decidi pedi-lo de aniversário adiantado pro Lucas. Sério, achei muito atraente a edição do livro, a capa é suuper apelativa, parece que te obriga a comprar e ler: dois amantes se pegando, chamas pra tudo que é lado e o slogan “Um professor atormentado por seus pecados se vê tentado por uma aluna angelical”. Tive que ler.

Eu ainda não terminei o livro. Estou a recém na página 151 (sendo que tem 511), mas já estou de saco cheio da mocinha. Puta merda, a guria deveria se chamar insegurança. NUNCA tinha visto uma mocinha tão patética e digna de pena (nem é compaixão, que é mais elegante, é pena mesmo). Sério, nem a Kells, de A Maldição do Tigre, nem a Ana, de 50 Tons, nenhuma me causou tanto pavor. Por que elas são assim???? Porque elas são estabanadas, caem por qualquer coisa e derrubam tudo que veem na frente?? Pq elas são super lindas e se acham o bichinho da goiaba?? Pq elas não aceitam nenhum presente que seus namorados/admiradores podres de rico querem dar?? Tipo, os caras são milionários, elas não têm um puto no bolso, pq não podem aceitar um presente? Nem digo que elas deveriam pedir coisas, mas, aceitar, qual o problema???? Que merda é essa moralidade fingida que elas têm?? E pq todas têm 20 e poucos anos e nunca transaram? Sério, todas são virgens, não importa a idade. Eu vou terminar o “O Inferno de Gabriel”, pois estou achando várias coisas interessantes nele, mas não quero mais saber de mocinhas idiotas. Depois dessa leitura, vou parar de comprar livros onde as protagonistas são seres que se olham no espelho e veem o quadro da dor pintado a dedo. 

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POR ISSO A GENTE ACABOU

IMG_0156Nossa, eu não tenho palavras para dizer o quanto me apaixonei pelo livro de Daniel Handler. Eu AMEI. Eu ri, chorei e me indignei. Adorei a protagonista, quis matar o cara, achei o amigo da Min igual ao amigo da guria de “A Garota de Rosa Shocking” (é assim que se escreve shocking?). Sério, eu não sei como explicar. Bom, vamos aos poucos, ok?

O livro tem a edição mais linda que eu já vi. O papel é aquele bom, que só as revistas mais caras têm, sabe? As ilustrações (da Maira Kalman) são maravilhosas e combinam muito bem com a história. A letra é perfeita, a textura maravilhosa, porra, até o cheiro do livro é bom. Ou seja, amor á primeira vista.

A linguagem é jovem, direta, simples. Sempre gostei desse autor (foi ele quem fez, com o pseudônimo de Lemony Snicket,  Desventuras em Série), mas mesmo assim me surpreendi. No começo achei a narradora estranha, com suas frases muito compridas, cheias de emoção, mas depois me apaixonei por ela.

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Eu destesto escrever sinopses, então lá vai uma muito bagaceira: o livro é uma carta (de uma guria para um merda, que só descobri que é um merda no final do livro) explicando o porquê do fim do relacionamento deles. É um ponto final, uma conclusão.

No início da história eu estava desconfiada, depois me joguei e curti cada momento. O fim é triste, mas eu não mudaria nenhuma palavrinha, pois acho que ele ficou perfeito assim, desse jeitinho louco.

Como eu adorei as ilustrações (e não parei de tirar fotos delas no decorrer do livro), aí vão algumas. Obs.: bão reparem nas minhas unhas horríveis ou no fato de eu não saber tirar fotos.

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À casa trouxeram morto seu guerreiro

À casa trouxeram morto seu guerreiro

Alfred, Lorde Tennyson

Hoje, lendo “O Destino do Tigre”, da Colleen Houck, me deparei com um poema que a personagem principal lê em voz alta em um funeral bem atípico. Amei o poema e resolvi procurá-lo no Google e postar no blog. No entanto, achei a tradução apresentada no livro melhor do que a que achei na Internet. Por isso, copiei exatamente como lá estava.

À casa trouxeram morto seu guerreiro,

Ela não desmaiou, nem emitiu ruído.

Suas damas todas disseram bem ligeiro:

Ela deve chorar ou seu fim será doído.

Então o enalteceram, como num breviário,

Chamaram-no digno de ser amado,

Amigo de confiança, nobre adversário;

Ainda assim, ela ficou imóvel e calada.

Eu já gostei do começo. Só esses 2  estrofes já me ganharam. Me imaginei há séculos atrás, em casa, esperando meu bravo marido voltar de uma perigosa batalha quando, de repente, só seu corpo sem vida volta. E, surpreendentemente, eu não consigo chorar. E todos sabem que a melhor maneira de lidar com a morte de um ente querido é não guardando para si o sofrimento, mas pelo contrário, exacerbando ele. Eu me identifiquei bastante… Não choro em velórios e funerais. Ou pelo menos não que eu me lembre. Claro, nunca perdi nenhum dos meus pais, minha irmã ou meu namorado. Mas já perdi avós, tios… No meu caso, eu nunca chorei nesses eventos pois nunca gostei de dividir com outros emoções íntimas minhas (motivo pelo qual tbm não me sinto bem chorando ao assistir um filme com mais alguém). Já no caso da personagem, acho que o choque e a falta de esperança em continuar vivendo foi o que a impediu de derramar uma lágrima sequer.

Levantou-se uma dama do lugar,

E para o guerreiro se encaminhou,

Removeu-lhe o véu do rosto devagar;

Ainda assim, ela não se moveu nem chorou.

Amei essa parte: uma dama, provavelmente jovem (eu imagino),  imaginou que o que faltava à viúva era ver o rosto do amado, lembrar-se de suas feições. 

Ergueu-se uma aia de noventa anos,

Pôs-lhe no joelho o filho dele em segurança

E as lágrimas lhe vieram em oceano

Por ti eu vivo, minha doce criança.

E aqui é quando acredito que a experiência de vida mostra seu poder. Uma aia, ou seja, uma mulher mais simples, que já deve ter vivido de tudo um pouco na vida, de noventa anos, sabia do que a jovem viúva precisava: ela precisava de vida, simples assim. Imagino que a mesma aia já deva ter perdido amores, pais, quem sabe até filhos. E pra mim é dessa forma que o poema mostra sua beleza.

Beijinhos! 

Bonito poema da Colleen Houck

Fênix que Renasce

Colleen Houck

A Fênix que Renasce conhece seu destino?
De vir ao mundo, tornar-se forte, aprender a voar.
Construir um ninho, um companheiro procurar.
Dormir, ansiar e caçar no céu infinito?
Será que sabe que o fogo é seu futuro?
Que uma chama irá lhe pôr fim à vida?
Quando o calor que purifica animar a pira,
O esforço terreno tornando-se obscuro?
Será que o pavor o peito lhe penetra?
Será que se arrepende de escolhas feitas?
Será que a mágoa a crista lhe enfeita?
E que tem consciência do preço que perpetra?
Antes extraordinário, seu corpo queima
Enquanto lança gritos de pavor e dor.
Carbonizadas, suas penas perdem a cor,
Negando a vida, uma lágrima teima.
De morte tão medonha, outra alma
Nova, assumindo seu lugar, emerge.
Com determinação e propósito elege
Um glorioso amanhecer sem trauma!
Porventura a Fênix que Renasce agradece
As cinzas negras que lhe dão a vida?
Sabe ela que o fogo seu destino lapida?
Desfruta a Terra enquanto não perece?
 

Não fazer nada e Um ótimo livro

Me lembrou tanto o Mogly...

Me lembrou tanto o Mogly…

Olá, pessoal! Como vão todos? Hmm… Nada de comentários, hein? Bom, tudo bem, faz parte. Mas vamosimages ao que importa. Antes de qualquer coisa, deixem-me explicar o porquê do título. Quando digo “não fazer nada”, não me refiro ao fato de ficar deitada olhando para o teto e vendo as horas passar. Na realidade, hoje (dia em que eu não estou fazendo nada) até que está sendo um dia recheado de atividades. Hoje, já trabalhei, comprei um livro, almocei, li umas 150 páginas e visitei vários blogs e sites. Ainda hoje, pretendo jantar fora, ir ao cinema, ver alguns episódios de Vampire Diaries e terminar um ótimo livro que estou lendo.  Então, vejam só, quando digo “não fazer nada”, quero dizer que não estou fazendo nada que realmente precisava fazer, como: leituras e trabalhos para a faculdade. Mas, quer saber, sábados são feitos para isso, certo?


livraria 010Quanto ao ótimo livro que estou lendo: “UMA VIDA INTERROMPIDA: MEMÓRIAS DE UM ANJO ASSASSINADO“, de Alice Sebold. Algum de vocês já viu aquele filme, “Um Olhar do Paraíso”? Pois é, ele é inspirado nesse livro, que é  muuuuuito triste e muuuito bom. São as memórias  póstumas de uma menina que, com apenas 14 anos, foi estuprada, assassinada e esquartejada. A personagem, Susie, conta tanto o momento do ataque e da sua vida antes dele, quanto suas experiências após sua morte, no céu. Ai, o livro é lindo! Ainda não acabei, estou mais ou menos na metade dele, mas estou simplesmente adorando. A escrita é tão fluída, tão simples, tão cheia de emoção… É tudo tão comovente. Sério, foi um grande erro lê-lo durante o trabalho, pois várias vezes queria chorar pela Susie e pela família dela e tinha que me segurar. Bom, deixo a dica pra vocês, mas já aviso desde agora: é bem triste. Mesmo.

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O BOM, chato e certinho demais PARTIDO

o bom partidoCruzes, estou detestando o livro “O Bom Partido”, da autora Carly Phillips. Eu vi ele no sebo, achei a capa tão gracinha (um policial bonitão e uma noivinha desenhados de forma mega gracinha, dá pra resistir?) e a história tão bonitinha, que tive que comprar. Mas sério, eu esperava uma comédia romântica super normal e bonitinha, daquelas de ler inteira em uma noite. Nossa, eis minha decepção! E sabem o que estraga, ou melhor, acaba, com o livro? Nem é a mocinha modelo metida a joalheira, não é também a história (que até é meio fofinha), não é a irmã escrota da protagonista (mas olha que ela TENTA estragar com o livro), não é nada disso. O grande problema é o mocinho.

Não sei como fui cair na ilusão de achar que ele seria o meu tipo de mocinho de romances favorito: bonito, alto, possessivo, ciumento, rico, ambicioso e meio malvadão (sim, quanto mais clichê melhor). Afinal, o título do livro já é “O Bom Partido”, então é óbvio que o protagonista não vai ser um controlador atormentado com um passado sombrio, né?? Tinha mesmo que ser um cara: bom filho, bom irmão, bom amigo, policial bonzinho, respeitador, sensível e muuito certinho (do tipo que quando jovem aceita casar com uma amiga que foi abandonada pelo cara que a engravidou).

Sério, eu já li metade dessa birosca e ainda não consigo entender COMO a autora pode gostar desse tipo de personagem? Sério, como qualquer pessoa pode se apaixonar por um personagem tão correto, tão amável? Não estamos falando da vida real, onde esse tipo de cara é de fato um sonho (afinal, quem quer realmente se envolver num turbilhão de paixão, ódio e ciúmes e sair do outro lado aos pedaços?), mas estamos falando de um romance literário, ora bolas!!!!

Li, vi: a preguiça em relatar

NESSES DIAS..:

 

LI:

  • Na Escuridão da Noite

Olha… Achei bem fraquinho. Demorei pra ler porque não fui com a cara de nenhum dos personagens principais. Hmm… Não recomendo.

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  • Amor nas Nuvens

Terrível, acho que foi o pior romance de tabacaria que já li na vida, nem sexo teve, cruzes…

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  • Pobre não tem sorte 2

Adorei! Bem melhor do que o primeiro. Super engraçado, fiquei triste quando terminei; recomendo!!

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VI:

  • Django Livre

Adorei. Super legal. É um tipo de Pulp Fiction à la faroeste.

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  • Meu Namorado é um Zumbi

Cruzes, sem comentários. Eca.

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  • João e Maria

Olha… Até que é legalzinho, pra o que se propõe..

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